Projeto do MPRS que garante continuidade escolar a crianças em tratamento contra o câncer é finalista do Prêmio CNMP
O Projeto Escola de Vida, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), é finalista do Prêmio CNMP 2026, na categoria “Expansão do acesso à educação infantil”. Desenvolvida em parceria com o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Passo Fundo, a iniciativa garante a continuidade dos estudos durante o tratamento contra o câncer. O projeto foi idealizado pela promotora de Justiça Ana Cristina Ferrareze e, desde 2021, é conduzido pelo promotor de Justiça Júlio Ballardin, ambos associados à AMP/RS.
Ao longo de dez anos, o projeto fortaleceu a integração entre saúde e educação. Nos últimos quatro anos, período com dados catalogados, 398 crianças e adolescentes foram atendidos na sala de aula hospitalar, com acompanhamento pedagógico individualizado e articulação entre famílias, professores e escolas de origem.
Desde que assumiu a iniciativa, Ballardin trabalha para ampliar o reconhecimento das atividades realizadas no hospital pelas escolas de origem. Os estudantes passaram a realizar trabalhos e avaliações formais, enquanto o projeto também busca qualificar os professores e aprimorar o acordo de cooperação entre as instituições envolvidas.
“Nosso objetivo é garantir que a criança ou o adolescente continue estudando mesmo durante um tratamento tão difícil. A Escola de Vida mantém os estudantes conectados com seus professores, colegas e perspectivas de futuro”, destaca o promotor de Justiça Júlio Ballardin.
Além da sala de aula hospitalar, a iniciativa conta com um espaço lúdico, que favorece o acolhimento e a socialização dos estudantes durante o tratamento.
“Este projeto significa muito mais do que assegurar o direito à educação durante o tratamento contra o câncer. É também possibilitar que crianças e adolescentes continuem conectados com suas famílias, colegas, professores e comunidades escolares. Mesmo em condições adversas, a educação representa a esperança de uma vida mais digna”, afirma a promotora de Justiça Ana Cristina Ferrareze, idealizadora da iniciativa.
Idealizada e executada pelo MPRS, pelo HSVP e por entidades parceiras, a iniciativa é um exemplo de articulação entre políticas públicas para garantir direitos fundamentais. Como lembra a promotora, nas palavras do educador Anísio Teixeira, “a finalidade da educação se confunde com a da vida”.
O Prêmio CNMP reconhece iniciativas que contribuem para o aprimoramento da atuação do Ministério Público. A cerimônia de premiação será realizada em 11 de novembro, no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em Brasília.