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COPEVID lança campanha contra feminicídio

Publicado em 28-12-2020



Uma campanha contra o feminicídio tomou conta das redes sociais dos integrantes do Ministério Público de todo o País nesta segunda-feira, 28 de dezembro. Lançada pela promotora de Justiça da Bahia Sara Gama Sampaio, que preside a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (COPEVID) do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), a campanha foi motivada pelo brutal assassinato da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, morta a facadas, no Rio de Janeiro, na véspera de Natal. "O País ficou estarrecido com a notícia deste crime. A vítima, uma mulher, foi morta pelas mãos do seu ex-companheiro na presença de suas filhas menores de idade. Essa mulher era uma juíza de Direito. Nestas circunstâncias, observamos que esta é a realidade vivenciada por todas as mulheres. Estamos em um país que ostenta a quinta posição no ranking mundial de assassinatos de mulheres. É uma realidade que nós precisamos combater", explica a presidente da COPEVID. "Precisamos fazer com que a sociedade ouça, veja, acolha e se integre ao Ministério Público nesta luta pela vida”, completa.


Convidados a formarem uma única voz contra o feminicídio, promotoras e promotores, procuradoras e procuradores de Justiça de todo o País postaram o card da campanha em suas redes sociais. “Aderimos à campanha em virtude dos últimos acontecimentos e da crescente nos casos de feminicídio no Brasil. Muitos membros do Ministério Público se engajaram, pois atuam contra este tipo de violência nos júris e nas Promotorias que defendem a mulher vítima de violência”, afirma a promotora de Justiça e vice-presidente Social da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Karina Bussmann. “Esta campanha é um movimento de repúdio. Nós, operadores do Direito, temos o dever de nos indignar frente ao ocorrido e de tomar providências”, completa.


Mesma posição tem a promotora de Justiça e tesoureira da AMP/RS, Alessandra Moura Bastian da Cunha. “A indignação contra este crime, assim como tantos outros de igual crueldade e gravidade que acontecem diariamente, somente tem sentido se puder alcançar o parlamento, mostrando o necessário recrudescimento das leis penais para que se chegue um pouco mais perto do que conceituamos como Justiça”, enfatiza, destacando que “nenhuma pena será capaz de alcançar o valor de uma vida”. De acordo com Alessandra, “é mais do que passada a hora de lutarmos o bom combate e mostrarmos que a sociedade brasileira cansou da violência desmedida e da impunidade”. Afinal, conforme a promotora, este é o papel do Ministério Público em sua luta diária e incansável.


Diretora do Departamento das Mulheres da AMP/RS, a promotora de Justiça Luciana Casarotto também se manifestou em favor da conscientização contra o feminicídio: “É urgente a sensibilização de todos, homens e mulheres, para as causas que resultam no fenômeno crescente do feminicídio. Discutir meios eficazes para sua prevenção é o mínimo que podemos fazer, além, é claro, da punição exemplar de seus agentes. A dor dessas mulheres e suas famílias tem que ser a nossa dor”, ressalta.

PARTICIPE DA CAMPANHA!
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