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Estudo aponta defasagem na mensalidade da FAS

Publicado em 25-04-2019



Uma reunião convocada pelo diretor-presidente da FAS, Cláudio Bonatto, apresentou, nesta quinta-feira, a defasagem da mensalidade recolhida junto aos participantes e a necessidade de readequação. Relatório apresentado por representantes da empresa Mirador Atuarial, contratada pela Salutaris, que os novos valores precisariam superar o índice que será apontado pela Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) para recuperar parte do que foi absorvido pelo plano nos últimos anos. Participaram da reunião, ainda, a presidente da AMP/RS, Martha Beltrame, e os vices João Ricardo Santos Tavares, Fernando Andrade Alves e Paulo Natalício Weschenfelder, além de outros associados.

Conforme Bonatto, há 11 anos se aplica o reajuste da ANS para planos individuais, embora a FAS seja um plano coletivo, por adesão. "Em 2017 a sinalização era de que o reajuste fosse de 22,5%. "Mas, considerando que não haveria recomposição do subsídio dos membros do Ministério Público, optamos por elevar a tarifa em apenas 13,55%. No ano passado, em vez dos 21,5% sugeridos pela ANS, nosso reajuste foi de 10%. Agora é preciso revisar essa questão para manter o equilíbrio do plano", pondera Bonatto.
fas2.pngSegundo ele, a reunião teve por objetivo subsidiar os membros do Conselho Fiscal, para que eles deliberem sobre o tema no encontro que ocorrerá em maio. Como o aniversário do plano é em 1º de junho, a definição precisa ser tomada em tempo para a emissão dos novos valores na folha de pagamento do mês de junho. Cláudio Bonatto alerta que, apesar de altamente competitivo no mercado, o plano é enxuto e tem idade média elevada: 57 anos. O ideal é que a nossa média fosse de 50 anos. Por isso, seria fundamental a adesão dos nossos colegas mais jovens, especialmente aqueles com menos de 40 anos". Com quase 3 mil participantes, sendo 795 titulares, o plano é enxuto, mas altamente competitivo. "Não há valores e condições melhores que os nossos. Mas as despesas cresceram muito nos últimos 3 anos, por conta de sinistros", completa.