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Chefes dos Poderes e autoridades recebem convite para o XVII Congresso Estadual do Ministério Público

O presidente da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP/RS), Fernando Andrade Alves, segue cumprindo a agenda institucional de entrega de convites para o XVII Congresso Estadual do Ministério Público, promovendo encontros com representantes dos Poderes e de diversas entidades gaúchas. A iniciativa integra a preparação para o evento, que será realizado de 5 a 8 de agosto, no Wish Serrano Resort, em Gramado.

Nesta terça-feira, o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, receberam das mãos do presidente da AMP/RS, Fernando Andrade Alves, e do vice-presidente de Valorização Funcional, Reginaldo Freitas da Silva, o convite para participação no congresso, durante audiência realizada no Palácio Piratini.

"O Congresso Estadual é um espaço de reflexão, integração e construção coletiva. Aproximar o Ministério Público dos demais Poderes e instituições é fundamental para fortalecer o diálogo e enfrentar, de forma conjunta, os desafios da sociedade contemporânea", destacou o presidente da AMP/RS, Fernando Andrade Alves.

Mais cedo, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Sérgio Peres, também recebeu a comitiva da Associação. Na ocasião, a Diretoria Executiva foi recebida ainda pelo superintendente-geral da Assembleia Legislativa, Roger Nardys de Vasconcellos, e pelo chefe de gabinete da Presidência da Casa, Éder da Costa.

Ao longo das últimas semanas, a Diretoria Executiva da AMP/RS também esteve reunida com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), desembargador Eduardo Uhlein, além de dirigentes de instituições parceiras e entidades representativas, reforçando o caráter institucional do congresso e a importância do diálogo entre os diferentes segmentos do sistema de Justiça e da sociedade.

A Diretoria Executiva também realizou a entrega dos convites para a Defensora Pública-Geral do Rio Grande do Sul (DPE/RS), Larissa Rocha Ferreira Caon, e para o presidente do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE-RS), conselheiro Iradir Pietroski. 

Também já receberam o convite a procuradora-chefe da Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR4), Ana Luísa Chiodelli; o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Ângelo Borghetti; o presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia; a presidente da APERGS, Patricia Bernardi Dall’Acqua; a presidente da FACE/RS, Roselaine Rockenbach; a presidente da ADPERGS, Maína Pech; e a vice-presidente da ASDEP, Marina Machado Dillenburg.

PGR recebe convite para o evento

Em junho, o presidente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e procurador-geral da República, Paulo Gonet, também recebeu em mãos o convite durante audiência realizada em Brasília.

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Palavra do Presidente

Ministério Público e sociedade: uma trajetória de confiança, compromisso e defesa de direitos

Neste 29 de junho, Dia do Ministério Público, mais do que celebrar uma instituição essencial à Justiça e à cidadania, somos chamados a refletir sobre a responsabilidade histórica que recai sobre todos aqueles que integram o Ministério Público brasileiro: preservar uma instituição concebida pela Constituição de 1988 para ser independente, forte e comprometida exclusivamente com a defesa da sociedade.

O Ministério Público não pertence a governos, a grupos políticos ou a interesses circunstanciais. Pertence à sociedade brasileira.

Sua missão constitucional de defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos direitos fundamentais exige independência, autonomia e segurança institucional. Sem essas garantias, não há atuação livre; sem atuação livre, não há proteção efetiva dos direitos dos cidadãos.

Ao longo das últimas décadas, o Ministério Público consolidou-se como uma das instituições de maior credibilidade do país. Está presente na defesa das crianças e adolescentes, das vítimas de violência, do patrimônio público, do meio ambiente, da probidade administrativa, das pessoas em situação de vulnerabilidade e de tantos outros direitos que dão concretude ao ideal de cidadania previsto na Constituição.

No Rio Grande do Sul, promotores e procuradores de Justiça exercem diariamente suas funções em todos os municípios do Estado, muitas vezes em cenários de elevada complexidade, enfrentando organizações criminosas, graves conflitos sociais, violações de direitos e interesses poderosos. Fazem-no com dedicação, coragem e senso de dever público, honrando a confiança que a sociedade deposita na instituição.

Por isso, é preciso afirmar com clareza: enfraquecer o Ministério Público significa enfraquecer a própria sociedade.

Preocupam-nos os movimentos que buscam relativizar garantias institucionais, reduzir a segurança jurídica das carreiras de Estado ou criar ambientes de permanente instabilidade para aqueles que exercem funções constitucionais de elevada responsabilidade. Nenhuma democracia se fortalece pela fragilização de suas instituições. Nenhum Estado de Direito se consolida pela erosão das garantias que asseguram a independência funcional de seus agentes.

As prerrogativas do Ministério Público não são privilégios. São instrumentos constitucionais destinados a proteger a sociedade, assegurando que promotores e procuradores de Justiça possam atuar com liberdade, imparcialidade e independência, sem receio de pressões externas ou de consequências pessoais decorrentes do exercício legítimo de suas atribuições.

Da mesma forma, a segurança jurídica e a estabilidade institucional dos integrantes da carreira não representam interesses corporativos. São pressupostos indispensáveis para a existência de um Ministério Público forte, técnico e independente, capaz de desempenhar sua missão constitucional com serenidade e coragem.

Instituições fragilizadas produzem cidadãos desprotegidos.

Quando se questionam garantias constitucionais, quando se relativizam direitos assegurados pela ordem jurídica ou quando se promove um ambiente de incerteza institucional, não se atinge apenas uma carreira de Estado. Enfraquece-se a capacidade do próprio Estado de proteger os direitos fundamentais, de assegurar a igualdade perante a lei e de preservar a democracia.

Por isso, a Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP/RS) reafirma, neste momento, seu compromisso inegociável com a defesa das prerrogativas da classe, da autonomia institucional, da segurança jurídica e da valorização do Ministério Público. Seguiremos vigilantes e atuantes diante de toda iniciativa que represente ameaça à independência funcional ou ao desenho constitucional que tornou o Ministério Público uma das mais relevantes instituições da República.

Nossa responsabilidade é com o presente, mas também com o futuro.

Temos o dever de preservar para as próximas gerações um Ministério Público forte, respeitado e independente, porque a experiência democrática brasileira demonstra, de forma inequívoca, que sempre que as instituições de controle e de garantia são enfraquecidas, os direitos dos cidadãos tornam-se mais vulneráveis.

Neste Dia do Ministério Público, renovamos nossa confiança na instituição, em seus membros e em sua missão constitucional.

Com unidade, firmeza e serenidade, seguiremos defendendo o Ministério Público, porque sabemos que defender suas garantias é defender a cidadania, proteger a democracia e honrar o compromisso permanente de servir à sociedade brasileira.

Segunda-feira, 29 de junho de 2026
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