Palavra da Presidente

Um passo adiante rumo à igualdade de gênero

Publicado em 08/03/2019

O 8 de março é dia de refletir e de debater sobre os novos espaços das mulheres na sociedade moderna, bem como sobre os  os caminhos que trilhamos para chegar aos avanços  conquistados. Há séculos, trabalhamos pelo fim do machismo e das violências e, principalmente, pela igualdade pura e simples e pelo direito de mantermos a essência feminina sem sermos discriminadas por isso.
Promover o aumento do número de mulheres nos parlamentos tem sido uma estratégia histórica para fazer com que os direitos das mulheres sejam defendidos nas instâncias de decisão pública. Em muitos países, elas têm garantido o direito a disputar eleições para cargos públicos, embora a balança de gênero ainda penda para os homens. No Brasil, de acordo com o TSE, as mulheres representam 52,5% do eleitorado. Mesmo com superioridade numérica, foi preciso uma lei para estabelecer o limite mínimo de 30% para candidaturas femininas a cada eleição para o Legislativo, a fim de promover a equidade de gênero. Todavia, o espaço de participação feminina na política ainda não foi de todo apropriado por elas, acarretando distorções. Vê-se que para que haja ocupação desses espaços, é necessário mais do que políticas afirmativas. É necessário mudança cultural.
 Um dos principais papéis do Ministério Público é  buscar que todos tenham acesso aos direitos básicos. Por isso, é fundamental não retroceder. É hora debater pautas que nos façam dar passos adiante, rumo à discussão sobre educação, direitos reprodutivos, condições de trabalho, igualdade de salários, proteção das mulheres em casos de violência, aprimoramento de soluções e prevenção de feminicídios e mais espaço de poder nos comandos das empresas, na política, na sociedade.
 Assim, mesmo que estejam em cargos de maior responsabilidade, elas precisam estar empoderadas o suficiente para enfrentar  o preconceito e avançar. Isso representa um esforço extra. É preciso, acima de tudo, fazer compreender e valer a aceitação das diferenças e a capacidade de gerir estas diferenças.
Vivemos dias intensos e de dualidade nos debates sobre a condição feminina. Alguns jargões, radicalismos  e conceitos do feminismo tornaram-se (im)populares, fazendo com que parcela da sociedade tenha contato e debata o assunto apenas superficialmente. Aos poucos, vamos percebendo que o feminismo é um movimento que luta e trabalha para buscar a igualdade e a liberdade, e que isso só tende a ser bom para todos.