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Taquara recebe Semana do MP com debate sobre proteção do consumidor em apostas on-line
A cidade de Taquara sediou, nesta terça-feira, 20 de outubro, a 16ª Semana do Ministério Público da Rota da Serra. Promovido pela Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP/RS), o encontro ocorreu na Faculdades Integradas de Taquara (FACCAT) e reuniu integrantes do Ministério Público, estudantes e comunidade acadêmica para discutir os desafios da proteção do consumidor no mercado de apostas on-line.
A programação teve como destaque a palestra do procurador de Justiça André Ricardo Colpo Marchesan, intitulada “A deficiente proteção do consumidor no ambiente de apostas de quota fixa em eventos esportivos e jogos on-line na Lei nº 14.790/2023 (Bets)”. A exposição abordou os desafios decorrentes da expansão das apostas esportivas e dos jogos on-line no Brasil, com ênfase na defesa dos direitos dos consumidores e na aplicação da legislação que regulamenta o setor.
O debate colocou em pauta os impactos da popularização das apostas on-line e a necessidade de atenção às garantias previstas na legislação. A discussão também contribuiu para aproximar estudantes e profissionais do Direito de questões atuais que mobilizam a atuação do Ministério Público na defesa dos interesses da sociedade.
Consolidada no calendário jurídico do Estado, a Semana do Ministério Público promove debates sobre questões contemporâneas relacionadas à atuação institucional e à defesa de direitos. A programação itinerante busca aproximar o Ministério Público da sociedade e do meio acadêmico, ampliando o diálogo em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Após a passagem por Taquara, a programação de 2026 segue para Nova Prata, no dia 22 de outubro.




Horário: 10:18
Destaques da AMP/RS
Um Estado, milhões de eleitores e uma grande responsabilidade eleitoral
Neste domingo, enquanto 8,5 milhões de eleitores gaúchos estarão diante das urnas para exercer seu direito de escolha, 165 promotores de Justiça estarão mobilizados para ajudar a garantir que esse processo ocorra de forma livre, legítima e dentro das regras. No Rio Grande do Sul, são mais de mil candidaturas em disputa, uma dimensão que ajuda a traduzir a responsabilidade do Ministério Público Eleitoral na fiscalização de uma das etapas mais importantes da democracia.
A atuação desses promotores não se restringe ao dia da votação. Ao longo do processo eleitoral, eles analisam desde o registro das candidaturas, fiscalizam a propaganda, recebem reclamações, apuram possíveis irregularidades e adotam as medidas cabíveis para garantir a liberdade de escolha do eleitor. Na reta final, esse trabalho ganha ainda mais importância diante da velocidade da informação, da força das redes sociais e dos novos desafios que surgem para a lisura do processo eleitoral.
É importante ressaltar que o papel do Ministério Público não é escolher vencedores nem interferir na decisão do eleitor. Como instituição essencial à defesa do regime democrático e da ordem jurídica, o Ministério Público exerce função fundamental na proteção da regularidade do processo eleitoral. Sua missão é fiscalizar o cumprimento da legislação e atuar diante de eventuais ilícitos, preservando a normalidade da disputa. Para isso, a independência funcional de Promotores Eleitorais é indispensável. Em meio às dissidências próprias de uma eleição acirrada, a atuação deve permanecer vinculada à Constituição, às leis e às responsabilidades institucionais, sem preferência por candidaturas ou partidos.
A Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP/RS) mantém sua atuação institucional com independência e imparcialidade em relação ao pleito, sem vinculação a candidaturas ou posições político-partidárias. A entidade trabalha para fortalecer a atuação de toda a Carreira, enaltecendo a especial entrega dos Promotores Eleitorais que, com coragem e elevado espírito público, assumem a responsabilidade de fiscalizar de perto a eleição.
Neste domingo, cada eleitor exercerá individualmente seu direito de escolha. Ao mesmo tempo, 165 promotores estarão mobilizados para cumprir essa responsabilidade, que é coletiva: ajudar a garantir as condições para que essa escolha ocorra dentro das regras e seja respeitada. A democracia se fortalece quando o cidadão pode votar com liberdade, quando as instituições cumprem seu papel e quando todos reconhecem que a legitimidade das urnas depende também do respeito às regras e ao resultado produzido pelo voto.
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