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AMP/RS participa do lançamento do Grupo Especial de Prevenção e Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher

Publicado em 20-08-2021



De acordo com o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma em cada quatro mulheres foi vítima de algum tipo de violência no Brasil durante a pandemia. Os dados foram revelados na terceira edição do relatório Visível e Invisível: a vitimização de mulheres no Brasil, produzido pelo Instituto Datafolha e publicado em junho de 2021. A fim de combater o agravamento destes números e de especializar o atendimento às vítimas deste tipo de crime, o Ministério Público do Rio Grande do Sul realizou, na manhã desta sexta-feira, 19 de agosto, o evento de lançamento do Grupo Especial de Prevenção e Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (GEPEVID).

Transmitida ao vivo pela internet, a solenidade foi realizada no auditório Mondercil Paulo de Moraes, da sede do Ministério Público Estadual, e contou com a participação do presidente da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP/RS), João Ricardo Santos Tavares, e da vice-presidente de Mobilização Social, Karina Bussmann.

João Ricardo Santos Tavares elogiou a escolha da promotora de Justiça Carla Carrion Frós para a coordenação do grupo especializado e ressaltou a importância de ações concretas e qualificadas da Instituição para erradicar esse tipo de agressão. “Lamentavelmente, ainda convivemos com números altíssimos de violência contra a mulher no nosso País e isso é absolutamente intolerável. É necessária a criação de grupos como este para o combate efetivo dos problemas e, principalmente, das causas que levam à essa violência a fim de que ela seja diminuída”, destacou o dirigente.

Segundo a vice-presidente de Mobilização Social e Relacionamento, Karina Bussmann, o GEPEVID irá exercer um importante papel como auxiliar no atendimento às vítimas, em especial nas Promotorias do interior do Estado. “O boletim de ocorrência, muitas vezes, é o ponto final. Por isso, há a necessidade de integração nas medidas de enfrentamento, com o tratamento do agressor, a profissionalização da mulher e o apoio psicológico para ela. Geralmente, os agentes das Comarcas menores não possuem recursos e nem tempo hábil para implementar a devida rede de apoio às vítimas. O GEPEVID vem justamente para dar um reforço para a realização do ciclo completo”, enfatiza. “O impacto desta violência é muito maior do que pensamos, além de destruir a vida de uma mulher, afeta a vida de crianças e adolescentes, que são o nosso futuro”, ressalta a promotora de Justiça.

Patrocinado pela Uber Brasil, o estudo está disponível no site: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2021/06/relatorio-visivel-e-invisivel-3ed-2021-v3.pdf